domingo, julho 9

SMO

Republico um post de 29 de setembro de 2004. Acerca de um tema pouco popular - o Serviço Militar Obrigatório - que ganhou atualidade pelas piores razões, que sempre defendi ou, em alternativa, o serviço civico obrigatório. Qualquer dos modelos, em diversas modalidades, existe em países da UE desde há muito ou está a ser retomado.

Serviço Militar Obrigatório

O Dr. Portas surge, ufano, a proclamar o fim do Serviço Militar Obrigatório (SMO). O acontecimento aparece aos olhos da grande maioria como uma grande conquista civilizacional. Em particular aos olhos da juventude. As juventudes partidárias rejubilam.

O Dr. Portas ostenta um orgulho que estaria nas antípodas das suas próprias convicções caso fosse um verdadeiro patriota. No momento em que se consagra o fim do SMO quero afirmar que sempre fui a favor da conscrição, ou seja, do “alistamento militar”.

Acho que o fim do SMO é uma cobardia moral e um sinal de resignação patriótica.

A partir de agora o país ficará a dispor de forças militares profissionais. A maioria dos jovens nunca terá acesso à experiência militar. Nunca saberá manejar uma arma. Nunca terá a noção real do que é a defesa nacional. O país perderá um dos últimos redutos onde se exercitava o sentimento de pertença à comunidade nacional.

Ficam os ex-combatentes para o exercício da demagogia patrioteira. Ficam as compras de armamento para o aumento da despesa pública. Ficam os edifícios e os terrenos militares devolutos para combater o deficit.

O patriotismo virou negócio por grosso e a retalho. E negócio chorudo!

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